segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Detalhes de uma tarde.


Quizás, quizás, quizás

Composição: Osvaldo Farres


Siempre que te pregunto
Que cuándo, como y dónde
Tú siempre me respondes
Quizás, quizás, quizás

Y así pasan los dias
Y yo desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás


Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
Hasta cuando, hasta cuando
Y así pasan los dias
Y yo desesperando y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás


Que se quede el infinito sin estrellas
O que pierda el ancho mar su inmensidad
Pero el negro de tus ojos que no muera
Y el canela de tu piel se quede igual


Si perdiera el arco íris su belleja
Y las flores su perfume y su color
No sería tan inmensa mi tristeza
Como aquella de quedarme sin tu amor


Me importas tú
Y tú, y tú
Y solamente tú
Y tú, y tú
Me importas tú
Y tú, y tú
Y nadie más que tú
Ojos negros piel canela
Que me llegan a desesperar
Me importas tú Y tú, y tú



Obrigada por hoje... e sempre!

sábado, 12 de setembro de 2009

fragmentos.




- Vamos. Mas pra onde?
- Pra qualquer lugar. Onde o barulho seja nada mais que o vento, a natureza e a música; que bata aquele vento gostoso no rosto que faz o sorriso aparecer e o cabelo voar e aí o tempo parece congelar aquele instante pra sempre.
- Daí eu choro.
- E eu abraço você... e choro junto (risos). Mas não vai ser um choro ruim, um sabe que o outro tá alí.
- É...
- Que vontade de segurar sua mão...


- Você é incrível
- Por quê?
- ... E o que o torna mais incrível é o fato de você não precisar fazer nada para se-lo.


- É engraçado alguém que se sente exatamente assim querer te contradizer.
- Da mesma maneira que eu quero te contradizer.
- Eu sou um poço de insegurança, é só isso que eu vejo em mim... mas em você eu vejo muito mais.
- Nós somos tão parecidos que não acreditamos que o outro possa se sentir da mesma maneira.
- É que esse sentimento dói tanto que de pensar que alguém que se gosta tanto sente o mesmo torna-o pior.

- Não sei o que posso te falar. Acho que nem adiantaria dizer alguma coisa diante disso... Porque palavras comparadas a sentimentos não são nada mais que meras palavras.
- ... Nós damos nomes aos sentimentos.
- Mas o que tá aqui dentro é muito mais forte do que qualquer coisa que possa se dizer.
- Eu sei. Eu sinto o mesmo.

- E agora, o que a gente faz?

só para mim.



Eu continuo em busca de uma pessoa só para mim
Alguém que goste de mim pelo que eu sou
Alguém que goste de mim mesmo que eu não consiga realizar todos os seus sonhos
Mas a minha outra eu me diz

- Existe mesmo uma pessoa assim?

- Eu gostaria que existisse.

- Essa pessoa irá gostar só de mim?

- Então, cadê essa pessoa?

- Acho que num lugar não muito longe, próxima de mim. Acho que existe alguém de quem eu goste.

- Mas e se essa pessoa não gostar de mim? E se essa pessoa gostar ... de alguém que não seja eu?

- Está doendo?

- Sim, está!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

diga o que disserem, o mal do século é a solidão.


- A loucura provavelmente é o estado mais completo de extase do ser humano. Feliz de quem a conhece.


- É. Ou extase, ou queda. Oito ou oitenta.


- Queda é se acostumar com a solidão sem saber se habituar com o vazio.

Aula de Literatura

... está gritando:
"Pára de fazer coisa sem sentido"
Porque é preciso fazer coisas que tenham sentido
Por que pintar paisagem?
Vai lá e tira uma foto, porra
Agora... vamos pintar a maneira como eu vejo a paisagem?
Aí sim.
Que merda é a vida se não tem sentido?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Clarice Lispector VI

Vantagens de Ser Bobo

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.









*Obrigada, Lu. Não só por ter me mostrado o texto, claro.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Domingo fui com os meus pais à uma chácara, uma confraternização de casais de amigos deles, alguns de infância até... Bom, quase que "no fim da festa" eu já me encontrava num canto cantando junto com um amigo deles que toca violão (adoro esses programas!!) e em meio de tantas músicas que desenterramos houve o trecho uma em especial que, mesmo sob o efeito das caipirinhas, smirnoff ice's e afins que me deixaram bem "alegrinha" (digamos assim kkk), mexeu comigo e se encaixou completamente nessa "reviravolta" que estão meus pensamentos, sentimentos... minha vida.
Acho que todos já conhecem, mas mesmo assim, aí vai:

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...