sexta-feira, 31 de julho de 2009

E viveram felizes para sempre!

Ela tentou esconder, mas era óbvio que passou a semana toda ansiosa para o grande dia, pesando em que roupa vestir, que sapato usar, de que assunto falar e essas preocupações típicas de mulheres quando vão a um encontro; apesar daquele ser diferente, não pelo fato dele ser um ex namorado, nem por ser o primeiro namorado, mas sim pelas boas lembranças que continuaram conservadas ao longo desses cinco anos sem mágoa alguma, por ainda haver um imenso carinho relacionado a ele.
Acordou cedo para dar tempo de secar o cabelo, vestiu-se com uma blusa branca, calça jeans e all star - pra quê exageros? Assim que ficou pronta ele liga dizendo que já está indo, então ela vai ver TV enquanto o espera; não demorou muito para ela ouvir a buzina e aí ela pensa "e agora?" - iria fazer três anos que não o via. Comprimentaram-se com um abraço e beijinho no rosto e partiram para o almoço.
Almoçaram, conversaram e riram, riram muito, excessivamente, sem se preocupar com as pessoas que estavam em volta, horário ou o que quer que fosse.
Ele estacionou em frente a casa dela, olharam-se e agradeceram juntos pelo dia - fazendo-os rirem novamente. Combinaram de se ver mais, abraçaram-se e ela entrou, mais feliz do que poderia imaginar. Finalmente as expectativas que surgiam a cada reencontro tinham acabado, agora, sem nenhum sentimento escondido, ele era apenas um grande e eterno amigo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A tradução do nada

E o que será esse sentimento?
E o que será que se sente?
Uma coisa só, que ora traz dor,
ora traz alegria, ora é forte, ora é fraco...
O que será que há,
que acontece cá dentro?
O que será o vazio?
O nada?
A tradução do nada?
O nada não está só, não é vazio,
pois para tornar-se só,
para não haver mais nada, muito houve,
muitos sentimentos o causaram.
Portanto, será o nada o maior dos sentimentos?

*Escrito em 7 de dezembro de 2008

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O DESPERTAR

O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo incostante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa!

Até para mim...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Não é tão simples
Nem é fácil de explicar
"Vamos deixar assim" - ela disse
E fecha o livro sagrado das mentiras
E cobre seus olhos
Negando a sí mesma o que pensou acontecer.

A Fábula do Porco-Espinho

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram...

sábado, 25 de julho de 2009

Sereníssima

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo.
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E "cê" vai logo ver o que acontece
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade
Tudo está perdido
Mas existem possibilidades
Tínhamos a idéia, mas voce mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia

Já passou, já passou...
Quem sabe outro dia...

Antes eu sonhava
Agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo o terrorismo
Falávamos de amizade

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada.
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente com toda calma do mundo...



*Legião Urbana

quinta-feira, 23 de julho de 2009

23/07/2009 - 01:35 AM

Há horas parada tentando escrever, expressar, colocar pra fora esse vulcão que ocupa sua mente, seus sentimentos... Esse vulcão que há tempos está adormecido, mas que nem por isso deixa de queimar e que agora parece estar prestes a entrar em erupção.
Não há rancor algum. Ela não o deseja nada de ruim. Ela somente age conforme suas limitações.

- "Me perdoa?"
- "Perdoo"
- "Eu amo você"
- "Eu sei"

Embora a julguem, sua consciência está limpa. Ela sempre colocou a sinceridade acima de tudo; é assim que ela deseja que sejam com ela, portanto é desse modo que ela é com os outros e com ele não seria diferente. Parem de julga-lá, ela sofre com isso... e vocês nem se importaram em saber o quanto ela já sofreu com tudo o que ele lhe fez.
Joguem um vaso no chão, cole os pedaços depois, ele ficará inteiro novamente, mas não perfeito.