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domingo, 25 de setembro de 2011

Real fantasia.

Olá, meu anjo negro. Encontro-me sobre medos, os olhos fechados para enfrentar a dor, penso se minha alma ainda pode ser curada... é agora que me afasto?

Isto me parece como um campo minado, tomando todo o cuidado para não pisar em falso. Não, eu não quero que isso acabe em uma explosão. Minhas preces são para que eu não tire de você o que lhe é bom. Minhas preces são para que eu não erre o passo entre esse monte de armadilhas. Mas e minha mente? Busco a fé em esperar. Você compreende quanto sofrimento isso pode causar?

Direto do meu coração: posso continuar vivendo desse modo? Retornar parece mais sensato, no entanto, vim de uma história mais distante. Um estágio anterior seria incompleto em meu caminho, reencontrar o vazio que já não há desde que meu anjo negro me tirou da escuridão fazendo-me sentir meio vivo enfim.

Sim, anjo negro, você é minha chance. A mudança ocorreu ao te ver. Meus olhos estão abertos e há luz. Neguei, não nego. Tanto tempo, mas é meu medo. Ele ainda existe, mas mesmo tendo esse coração partido minha alma não pode partir desse dolorido doce sonho que você me apresentou.


Inspiração: My heart is broken - Evanescence

quarta-feira, 6 de abril de 2011

“A vida é um piano. Teclas brancas representam a felicidade e as pretas a angústia. Com o passar do tempo você percebe que as teclas pretas também fazem música.”

(A última Música)

terça-feira, 29 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Apesar, contudo, todavia, mas, porém.

Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor

Mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha
Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim

Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais

Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz

Composição: Rita Lee/Roberto de Carvalho


segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu conheci uma guria que eu já conhecia
de outros carnavais,
com outras fantasias.
Ela apareceu,
parecia tão sozinha.
E parecia que era minha aquela solidão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Decode

How can I decide what's right,
when you're clouding up my mind?
I can't win your losing fight.
All the time.

Now can I ever own what's mine,
when you're always taking sides?
You won't take away my pride.
No, not this time...Not this time.

How did we get here,
When I used to know you so well?
But how did we get here!?
Well, I think I know.

This truth is hiding in your eyes,
And it's hanging on your tongue.
Just boiling in my blood, but you think that I can't see.
What kind of man that you are?
If you're a man at all.
Well, I'll figure this one out
On my own...
I'm screaming "I love you so"...
(But my thoughts you can't decode)

How did we get here,
when I used to know you so well?
Yeah, yeah
How did we get here!?
Well, I think I know.

Do you see what we've done?
We've gone and made such fools of ourselves.
Do you see what we've done?
We've gone and made such fools of ourselves.

How did we get here,
when I used to know you so well?
Oh, how did we get here,
when I used to know you so well?

I think I know.
I think I know.
There is something I see in you.
It might kill me, I want it to be true.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rara Calma

O tempo voou, nem percebi.
Mas sou o mesmo homem que
um dia você conheceu.
A canção não esqueci.
O menino que há em mim
nasceu para cantar.
Chora como nunca, ao sentir:
ainda estamos juntos aqui.

O espelho me diz que envelheci.
E que mal pode existir
em ter histórias pra contar
dos amigos que aqui fiz?
Quanta coisa se passou...
Ainda estamos juntos aqui.

Abro o coração.
Coloco-me aos seus pés.
Noite escura agora é manhã.
E falo com rara calma:
sou o que sou, sem ti sou fraco,
mas sempre tive você aqui perto de mim.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010



ARISE AND BE!
ALL THAT YOU DREAMED!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quem lembra?


É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.
É sempre bom lembrar que o ar sombrio de um rosto está cheio de um ar vazio.
Vazio daquilo que no ar do copo ocupa um lugar.
É sempre bom lembrar, guardar de cor que o ar vazio de um rosto sombrio está cheio de dor.
É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor
Que a dor ocupa metade da verdade, a verdadeira natureza interior
Uma metade cheia.
Uma metade vazia.
Uma metade tristeza.
Uma metade alegria.
A magia da verdade inteira.
Todo-poderoso amor
É sempre muito bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Muros e Grades

Parece tão certo ser errado e tão errado ser certo.
O que é errado? E o que é certo?
Festa, risada... De repente é tudo tão normal.
Mas você se sente normal alí? Ou tão somente mais um a seguir as regras de normalidade que a sociedade emprega generalizadamente às pessoas em tal idade, tal escolaridade, tal local, tal época da vida, tal grupo?
Dar uma volta, ficar conversando em um lugar mais sossegado, ouvindo música, rindo porque estar alí é bom e não porque tal pessoa é desse ou daquele jeito, fez ou deixou de fazer aquilo... Aí não é normal, porque "olha a tua idade, olha a onde você está e vai ficar aí se comportando? Não seja esquisito." Mas você se sente esquisito ou simplesmente se sente você?
Encontre o discernimento nos atos, descubra o seu certo e o seu errado.
Em qual caminho você está?
Se olhe no espelho, veja seus olhos, levante a cabeça para sí e assuma seus erros.
Dê-se a chance de corrigi-los.



Muros e Grades - Engenheiros do Hawaíi

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre cobras, entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí... não é por nada não
Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Meninos de rua, delírios de ruínas
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Toca Raul!

Quando tinha dois anos não podia ver um palco e um microfone que, independente do lugar e das pessoas, logo pedia para cantar e sempre cantava essa música e agora tô me perguntando se era possível que eu tivesse o mínimo de noção sobre a mensagem que ela passa.
Tô com a impressão de que o trem já passou e eu não enxergo quem ficou, quem partiu, quem chorou ou quem sorriu.

O Trem das 7
Composição: Raul Seixas

Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem
Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem

Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão

Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar

Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral

Amém.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Autonomia.

Minha saúde não é de ferro, não
Mas meus nervos são de aço.
Pra pedir silêncio eu berro.
Pra fazer barulho,
EU MESMA FAÇO!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eu adoro voar!



Fly - Courtney Love

Look at me
I'm alive
I want to jump and I don't know why
Don't wanna live
Don't wanna die
Just wanna see if I can fly

I'm desperate
I'm glorious
I'm going down with up interest
Hold on to me
Hold on tight
And let's just see who gets out alive

Stupid
'Cause no cares
There's not a net
There's no one there, can you

Fly
You'll never reach me
I'm too high
It's my own myth and I'll decide
To finish what I've started
I know the meaning of life

Look at me
I'm gonna jump
There's not a net
I'm so far up
I'm glorious and I defy
Gravity to even try

It's though the fight
It's time and I
I want to go for the speed of life
Stupid
Yeah no cares
There's not a net
There's no one there, can you

Fly
You'll never reach me
I'm too high
It's my own myth and I'll decide
To finish what I've started
I know the meaning of life

Come in here from the light
I have to leave you behind
I know the meaning of life

It's dark but love is so light
It's dark but love is so light

Fly
You'll never reach me
I'm too high
It's my own myth and I'll decide
To finish what I've started
I know the meaning of life

I'm just a flash
Light of the sky
Now look at me
I'm still a fight
I hit the ground
And then sit
Around the six of the glorious

domingo, 10 de outubro de 2010

Corrói.

O Ciúme

Composição: Caetano Veloso

Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas

De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde

Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme




Inspira... Um, dois, três, quat...

Está tudo bem. Quem imaginaria contrário?
Por dentro é que corrói.
Por um riso, um texto, um telefonema, uma foto, um bilhete; mínimos, eu sei... Sinto facas afiadíssimas perfurando-me.
Não posso falar, não tenho direito algum.

... ro, cinco, seis, set... chega! Só, as lágrimas podem escorrer.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fictícia Realidade

Surreal. Não encontro palavra de melhor encaixe a respeito de situações como essa.
Um bom tempo já se passou e, com esforço, camuflei todo acontecido em minha mente como se fosse apenas mas uma história de algum livro ou filme.
Aproximação repentina e consigo ver a mesma maneira de olhar, de sorrir; os mesmos gestos, os mesmos assuntos. Num lapso, lembro-me que tudo foi real e um frio percorre pelo meu corpo ao deparar-me com alguém assim, novamente.
Voltam aos "por ques", os medos, desconfianças, curiosidade, a paranóia - ou não. Afinal, se tudo fosse só fantasia não teriam tantos fatos, tantas mudanças - principalmente em mim -, nem nenhum sentimento de que algo me foi roubado.
E agora, o que fazer? Não deixar envolver-me - afinal, já estou vacinada à isso - e simplesmente ignorar ou enfrentar, desafiar, jogar tanto quanto... ?
Mesmo que quisesse a primeira opção, é uma força maior. Nada é de todo ruim, não? O que já passou, ou apenas está adormecido, foi o ponto para encontrar o que buscava, o caminho que estou seguindo agora... Bem, que sempre segui, mas não sabia que nome dar e nem como me aprofundar.
Se para chegar a realizão é preciso me aprofundar, logo, tenho que enfrentar.
Roubaram-me uma parte muito grande, mas muito maior é a sede que fizeram evoluir.

"Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem.
Quantas vezes a gente sobrevive a hora da verdade?
Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem.
Se eu soubesse antes o que sei agora,
erraria tudo exatamente igual."

domingo, 19 de setembro de 2010

"Nós somos música perante nossa ritmicidade ao caminhar, ao respirar, nas batidas do coração. [...]"
.
(Artigo: O lúdico e o desenvolvimento infantil: um enoque na música e no cuidado da enfermagem. - Ana Paula Xavier Ravelli e Maria da Graça Corso da Motta)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Errado é aquele
que fala correto
e não vive o que diz!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Metal contra as nuvens

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
Olha o sopro do dragão...
Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

0.9 da Minha Gatinha

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida



Chico Buarque

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Falar é fácil


Falar é fácil. Muito fácil.
Quando a situação não lhe diz respeito. Quando o assunto não lhe afeta. Quando as pessoas afetas não lhe importam (ou importam que elas sejam afetadas).
Se intrometer, dar opniões, dizer certezas que não passam de "achismos" é fácil. Muito fácil.
Tão fácil quanto falar e não cumprir. Quanto falar... e só falar. Só pra ter o gostinho de se mostrar alí, de se lembrar, de aumentar o ego.
Não gosto do que é fácil.
Falar por falar. Falar pra afetar (de forma negativa). Falar e não fazer... não é comigo.
Muito menos o que quero para comigo.
.
"Cale a boca, não me venha com essa história sonsa... em você sempre me falta alguma coisa. [...] Cale essa tua boca rasa, de onde nunca sai nada que me valha. Cale a boca, de qualquer maneira, deixa ela costurada... só assim não tenho que ouvir o seu nada!"
(O Farol - Isabella Taviani)
"So just hush. Baby, shut up, heard enough... stop ta-ta talking that blah blah
blah." (Blah Blah Blah - Ke$ha)
.
[Amo de paixão as duas músicas]