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terça-feira, 13 de março de 2012

Tirando as traças!

"Para acreditar em alguma coisa é preciso se questionar sobre ela.
Só temos fé em algo a partir de nosso questionamento.
Questione.
Questione muito e sempre!"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Always and Forever

Olá, bicho papão.
Me diga, como vai você? Ainda assombra pequenas garotas?
Sim, eu bem me lembro. Quanto medo!
Medo? Por lembrar.
A coragem me foi roubada - enquanto pequena garota.

Talvez você goste de saber:
Toda vez que me olho no espelho, não me vejo.
Cada vez que me procuro por dentro, não me acho.

"Filha, sinto tanta saudade da sua alegria - contagiava."
Isso sangra - muito obrigada.

Está lendo isso?
Sorria!

Não me disse para fazer o último pedido - tenho o direito?
Mesmo que atrasado: deixe outras pequenas garotas.
Ou não há satisfação em ver que o que resultou é para sempre

... e sempre.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cisne Negro - Análise Crítica



Análise feita para a matéria Psicanálise II juntamente com minha imbatível dupla, Bruna.


Perfeição. Eis a palavra crucial ao se tratar do filme Cisne Negro.

A jovem bailarina Nina anseia para ser perfeita e para atingir esse objetivo é necessário que ela seja escolhida para representar o papel principal na peça “O lago dos cisnes.” Pura contradição.

Nina é o verdadeiro cisne branco. A garota – que já é mulher – vive com a mãe, que também era bailaria e deixou a dança após ter ficado grávida da filha.

Durante o filme é claro a situação de que a mãe de Nina quer que a filha seja a bailarina que ela não pode ser tornando-se assim extremamente controladora em relação à vida da garota. Nina, por sua vez, faz do sonho da mãe seu próprio sonho e dedica-se a carreira de bailaria com extremo fervor.

Nina vive da e para a dança. Como já dito, seu objetivo é ser perfeita. No entanto, toda sua dedicação acaba por prejudicar-lhe quando a chance de ser a protagonista na peça em que sempre sonhou aparece.

O problema se dá porque, para encenar o cisne negro, é preciso sensualidade, certo toque de malícia que Nina criada como uma garota que deve ser uma excelente e delicada bailarina, não possui. O modo como foi criada, a forte ligação com a mãe, a influência que sua mãe tem sobre ela, principalmente sobre a sua psique e pode-se até arriscar em dizer que sua mãe parecia ser uma parte externa da inconsciência de Nina, que freqüentemente alimentava o masoquismo e o narcisismo da filha, de forma doce até, mantendo a garota aprisionada em valores até mesmo infantis. O simbolismo desse aprisionamento é bastante explícito no filme, sua inocência, ingenuidade e até a própria infantilidade do seu quarto. A bailarina é completamente pura e inocente.

Segundo Freud (1914 – p.82), a libido afastada do mundo externo é dirigida para o ego e assim dá margem a uma atitude que pode ser denominada como narcisismo. Desse modo, podemos entender que é isso que ocorre com Nina. Seus instintos são dirigidos para a ânsia em atingir a perfeição.

No momento em que a bailarina nota que não está sendo perfeita, cai em desespero. Ela deposita seus instintos coçando seu corpo com tamanho nervosismo que passa a se machucar, a criar feridas na pele. Nas palavras de Freud (1914 – p.90): a hipocondria, da mesma forma que a doença orgânica, manifesta-se em sensações corpóreas aflitivas e penosas, tendo sobre a distribuição da libido o mesmo efeito que a doença orgânica.

É preciso que Nina desenvolva seus instintos sexuais para conseguir o papel que tanto anseia e quem acaba por lhe ajudar nisso é diretor, Thomas Leroy da companhia de ballet. Thomas estava disposto a ir fundo nas entranhas de Nina e arrancar a parte obscura e totalmente desenfreada da garota. Thomas quer Nina como a gêmea má também, como o Cisne Negro que é o oposto do Cisne Branco e principalmente o oposto de Nina, e sua primeira lição para ela é ir pra casa e conhecer-se, sentir-se, o que lhe entrega de bandeja o primeiro contato com a sexualidade, com a masturbação. O diretor quer uma bailarina de sexualidade aflorada, de agressividade competitiva, alguém que realmente passe a emoção e os sentimentos do papel, o que leva a dançarina agora a um doloroso conflito interno. Ele provoca a garota para aflorar seu lado negro e ela se sente atraída por isso, porém ao mesmo tempo transpassa resistência e sentimento de culpa quanto a isso.

Será correto fazer uma ligação sobre essa relação de Nina com o diretor da companhia juntamente com a teoria do Complexo de Édipo de Freud? Durante o filme o pai da moça não é ao menos mencionado, o que nos faz compreender que ela não obtém uma figura paterna e o diretor, um homem mais velho, lhe desperta interesse ao mesmo tempo em que se sente culpada.

Essas situações como de desejo seguido de culpa é extremamente analógica com os papéis que Nina deseja encenar, o de cisne negro e o de cisne branco. É como se ela, tendo os dois dentro de si, não tivesse ousadia o suficiente para deixar isso transcender.

Voltando a falar da relação de Nina com sua mãe, ainda de acordo com Freud:

“O amor dos pais, tão comovedor e no fundo tão infantil, nada mais é senão o narcisismo dos pais renascido, o qual, transformado em amor objetal, inequivocamente revela sua natureza anterior.” (1914 – p.98)

Frustrada por sua carreira, a mãe da bailarina quer que a menina seja tudo o que ela não foi. Controlando arduamente a vida da filha que acaba por não desenvolver uma personalidade própria. A cobrança de sua mãe é tão grande que em determinado momento do filme Nina, completamente sufocada, passa a sentir raiva disso. Rebela-se.

Mais que o trágico final dessa história, a parte de grande impacto é quando Nina enfrenta a mãe e sai com sua colega também bailarina Lilly, embebeda-se retorna para casa embriagada.

O que gera curiosidade é a cena após essa chegada, em que Nina se tranca em seu quarto com Lilly e as duas supostamente transam. Sim, supostamente, pois não fica claro se aquilo realmente aconteceu ou foi uma projeção causada pelos instintos reprimidos de Nina.

Lilly era a bailarina perfeita para interpretar o papel do cisne negro, que Nina tinha tanta dificuldade em fazê-lo. Isso gera um sentimento de inveja juntamente com admiração de Nina para com a amiga – novamente o cisne negro e o branco se mostram na personagem. É possível que esse conflito de sentimentos tenha feito com que Nina depositasse em sua concorrente toda a sua libido, mesmo que só em imaginação.

Os impulsos instituais libidinais sofrem (...) repressão patogênica se entram em conflito com as idéias culturais e éticas do individuo. Nesse fragmento de Freud (1914 – p.100) podemos compreender melhor os desejos de Nina para com Lilly.

Por fim, Nina consegue deixar com que seu lado negro aflore e faz sua tão sonhada apresentação. Vivenciar seu lado negro juntamente com seu lado branco não foi possível para a ilustre bailarina. Ela não conseguiu dominar os dois lados, seu ego não foi possível de suportar tal interpretação. Aliás, é certo dizer que o cisne negro seria o Id de Nina? Então, com sua morte, foi ele quem venceu?

O filme mostra de modo tão forte o conceito de narcisismo que nos deixa até apreensivos para falar sobre o assunto, com medo de não saber expor de maneira clara nossos pensamentos – tão simples – com os conceitos – tão complexos – de Freud.

Como dito no começo do texto, perfeição seria a palavra crucial ao se tratar dessa história. O narcisismo de Nina se faz presente em todo tempo por essa busca para ser perfeita, mesmo quando encontra a morte que então, finalmente se satisfaz tendo como últimas palavras “Eu fui perfeita!”


Referências:

ü FREUD, S. Sobre o narcisismo: uma introdução (1914). In: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

FREUD, S.O Ego e o Id. (1923). In: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Vol. XIX. Rio de Janeiro: Imago, 1996.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Fantasma da Ópera

Por José Carlos Cancelli

Por que analisamos filmes e outras obras de qualquer natureza com um olhar da psicologia? Porque aquelas obras que se perpetuam trazem em seu bojo conteúdos de nossa história, assim como os contos de fadas. O musical “O Fantasma da Ópera” se inclui nesse repertório. Há mais de dez anos em cartaz em várias partes do mundo, com várias montagens para teatro e cinema, em diversos países, essa peça está em cartaz no Brasil há mais de nove meses. O que atrai tantas pessoas?

O musical retrata um período específico da vida de uma corista, membro do corpo de baile do teatro e principal protagonista, chamada Christine. Por uma série de eventos ela é levada ao posto de prima-dona.

Christine perdeu o pai aos sete anos e lembra que ele lhe dizia que “quando fosse para o céu, lhe mandaria o anjo da música.” O pai era um violinista famoso.

No teatro, cuidada pela professora que também é a responsável pelo corpo de baile, Christine é ensinada a cantar por alguém que ela não vê, só escuta. Ela supõe que seja o “anjo da música” do qual o pai falava. Ela teme e admira essa figura idealizada.

Há um novo benfeitor do teatro que é um amigo de infância de Christine. O reencontro reascende um amor infantil.

Após a estréia de Christine e seu sucesso, o Conde, seu amigo de infância, quer comemorar com ela. Christine responde que o “anjo da música é muito exigente e não permitirá”. O fantasma finalmente aparece e a leva para os subterrâneos do teatro a fim de comemorar o sucesso dela. Os versos cantados pelo fantasma dizem “o que eles vêm é você, mas o que ouvem é a mim”.

Durante todo o desenrolar da peça o que se vê é a disputa entre o Conde e o Fantasma e o conflito de Christine.

Para que possa amar outro homem, Christine precisa se libertar do “Anjo da Música”, a quem ela transferiu o papel de pai (o detentor da lei) e a quem ama, venera e teme”. Até a chegada do “cavalheiro”, amigo de infância (o Conde), Christine não questionou a autoridade e o poder do “Anjo da Música”. Quando ela acorda de seu sono adolescente (curiosamente a atriz tinha 16 anos quando fez o filme) percebe novos impulsos e desejos. Um mundo não mais fantasioso e etéreo como o do “Anjo da Música”, mas concreto e que a remete aos jogos infantis. Há um desejo renascendo em um novo patamar.

Para que Christine possa seguir esse caminho deve compreender que o “Anjo da Música” não é um anjo mandado pelo pai, não é seu pai. Ele é um homem como qualquer outro, que não detém a lei, o falos. Somente quando ela assim o perceber estará livre para amar outro homem. O primeiro momento é quando o fantasma perde a luta com o pretendente de Christine, no cemitério. Nessa hora, seu pretendente, um aspecto mais concreto do masculino, fala para Christine: “ele é só um homem…!”. O segundo momento ocorre quando ela é capaz de perdoá-lo, na cena final, na caverna.

Do início do filme - quando ela revê o amigo de infância, até o seu final, quando entrega do anel ao “fantasma”, há uma transferência gradual de poder entre as duas figuras masculinas. Aquele anjo, figura poderosa que a seduz e a quem ela deseja começa a perder seu poder quando busca concretizar sua posse. Por outro lado o aspecto “terreno” desse masculino mostra-se cada vez mais próximo dos desejos e anseios concretos de Christine. Vejo isso demonstrado na cena no terraço do teatro quando ela pede que ele a proteja e faça da vida dela um “verão” em contra ponto com a “vida de sombras” e etérea oferecida pelo fantasma.

Lacan destaca bem esse momento quando fala da transferência dofalos entre as figuras do triângulo edípico – mãe, criança, pai. São três momentos.

No início, o falos está com a mãe que é a provedora da criança. Esta necessita de seu amor e vê na mãe a lei, o falos. Seu desejo é o desejo da mãe. Podemos inferir que a personagem “Carlota” (a prima-dona oficial do teatro) age como uma mãe castradora, que não deixa a filha crescer. Quando o pai entra na relação ele demonstra um poder superior ao da mãe “tomando” o falos para si, libertando a criança de sua relação simbiótica com a mãe. O desejo da criança é então o desejo do pai. Este é o momento inicial do musical. Uma das canções diz que o público vê Christine, mas que a música é do Fantasma. Ela é um produto dele. Em um terceiro momento do Édipo Lacaniano, a criança percebe que, na verdade, até o pai está subordinado a essa lei, transferindo assim o falos para outra instância, a realidade concreta do dia-a-dia, fora do teatro, apresentada pelo Conde. Desse modo, ela se liberta para a vida.

Enfim, um fantasma assombrando o início da vida de uma mulher. Mas esse feminino ainda tem um longo caminho para ser um ser individual. Na verdade, ela está transferindo da figura do fantasma para a do Conde a sua dependência. É um ego mais real, com certeza, mas ainda não individuado.

Sob um ponto de vista arquetípico, o aspecto negativo do animus assombra seu relacionamento com os homens. É necessário enfrentar e transformar esse aspecto para que um relacionamento satisfatório possa ocorrer. De qualquer forma esse aspecto, imagino que negativo pelo fato de ela ter tido pouco relacionamento com homens (seu pai morre quanto tem sete anos) e ela não sabe como lidar com isso, mostra a ela um mundo interior e divino, muito mais amplo que a vida rotineira dos ensaios do teatro. Tanto que ela se destaca do corpo de dançarinas justamente pelo acesso que tem a esse aspecto doanimus. Mas Christine não pode viver somente uma vida interior, no santuário interno onde reza ao pai e ouve a voz do “anjo”. Para crescer como ser, ela necessita viver a realidade. Isso se dá pelo desenvolvimento de um novo aspecto do animus projetado no seu amigo de infância. Ela então tem que optar: ou fica junto ao “anjo” que lhe revelará os mistérios do mundo “divino”, ou junto ao seu amigo de infância que lhe apresentará um tipo de vida concreto, mais próximo de seu ego. Qualquer opção, nesse momento de sua vida, exclui a outra. Na primeira ela “morre” para o mundo e permanece no coletivo, no desejo do outro, dominada pelo arquétipo. Na segunda, ela faz a opção pela vida. Por trilhar um caminho de crescimento.

Essa abordagem remete ao conto “A Bela e a Fera” que contém o mesmo mitologema dos contos de fada em que a princesa está presa na torre.Somente quando a “Bela” se apaixona pela “Fera”, esse aspecto ameaçador do arquétipo se modifica. Realmente a personagem do filme está presa na “torre” e é necessário que ela compreenda a natureza de seu algoz para poder se libertar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Garota Interrompida


Já tinham me falado do filme, até me interessei, mas acabei esquecendo. Praticamente não assisto televisão; não acompanho programas, novelas, séries... Ontem a noite, quando todos já estavam indo dormir, iria desligar a tv e ficar aqui no computador, mas antes resolvi dar uma olhada nos canais para ver o que estava passando e então iria começar o filme.
Os primeiros minutos é a narração do seguinte trecho:

“Você já confundiu um sonho com a vida real? Ou roubou alguma coisa pela qual podia pagar? Você já se sentiu deprimido? Ou pensou que o trem estava andando quando estava parado? Talvez eu simplesmente fosse louca. Talvez fossem os anos 60. Ou talvez eu fosse apenas uma garota… interrompida”

Bastou para eu querer assistir até o fim.
Assisti, adorei, anotei alguns trechos e nomes de patologias citadas para pesquisar.
Descobri que o filme é baseado no livro escrito por Susanna Kaysen, a Garota Interrompida, onde ela fala das memórias que guarda por ter passado dois anos em um hospital psiquiátrico após ter tomado um frasco de aspirina com um litro de vodka.
O hospital em questão era o Hospital McLean, conhecido por ter hospedado famosos como Ray Charles e James Taylor. Encontrei um trecho do livro, em que a garota diz “O hospital se especializou em poetas e cantores, ou será que os poetas e cantores se especializaram na loucura?”.
No filme, quase sempre Susanna está com um caderno, como um diário, anotando seus pensamentos. Ela diz ter como objetivo de vida ser escritora e é muito criticada por isso, e também por ter vários relacionamentos. E foi exatamente essa a vida que ela seguiu após sair do hospital: sendo escritora e tendo muitos namorados.
Aí fica a pergunta, que encontrei em uma crítica sobre a história: "Não se encaixar em um modelo predefinido pela sociedade pode ser considerado doença mental?"
Respondo com outra pergunta, retirada do filme: "O que se sabe sobre ser normal?"
Pois é... Particularmente, na maior parte do filme, os desejos, as manias, o comportamento, a personalidade de Susanna não é quase que nada diferente a de tantas outras garotas interrompidas pela tão falada fase da adolescência.
E, embora hoje não pareça (eu acho), ví muito de mim por volta dos doze anos nessa garota... Sério? Sim, sério. "Se algum dia fui louca? Talvez. Ou talvez a vida é que seja. Ser louca não é estar quebrada ou engolir um segredo sombrio. É ser como você, ou eu: amplificada. Se você já contou uma mentira e gostou ou alguma vez quis pra sempre ser criança..."

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fictícia Realidade

Surreal. Não encontro palavra de melhor encaixe a respeito de situações como essa.
Um bom tempo já se passou e, com esforço, camuflei todo acontecido em minha mente como se fosse apenas mas uma história de algum livro ou filme.
Aproximação repentina e consigo ver a mesma maneira de olhar, de sorrir; os mesmos gestos, os mesmos assuntos. Num lapso, lembro-me que tudo foi real e um frio percorre pelo meu corpo ao deparar-me com alguém assim, novamente.
Voltam aos "por ques", os medos, desconfianças, curiosidade, a paranóia - ou não. Afinal, se tudo fosse só fantasia não teriam tantos fatos, tantas mudanças - principalmente em mim -, nem nenhum sentimento de que algo me foi roubado.
E agora, o que fazer? Não deixar envolver-me - afinal, já estou vacinada à isso - e simplesmente ignorar ou enfrentar, desafiar, jogar tanto quanto... ?
Mesmo que quisesse a primeira opção, é uma força maior. Nada é de todo ruim, não? O que já passou, ou apenas está adormecido, foi o ponto para encontrar o que buscava, o caminho que estou seguindo agora... Bem, que sempre segui, mas não sabia que nome dar e nem como me aprofundar.
Se para chegar a realizão é preciso me aprofundar, logo, tenho que enfrentar.
Roubaram-me uma parte muito grande, mas muito maior é a sede que fizeram evoluir.

"Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem.
Quantas vezes a gente sobrevive a hora da verdade?
Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem.
Se eu soubesse antes o que sei agora,
erraria tudo exatamente igual."

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O homem que foi colocado numa gaiola.

Certa noite, o soberano de uma pias distante estava de pé à janela, ouvindo vagamente a música que vinha da sala de recepção, do outro lado do palácio. Estava cansado da recepção diplomática a que acabara de comparecer e olhava pela janela, cogitando sobre o mundo em geral e nada em particular. Seu olhar pousou num homem que se encontrava na praça, lá embaixo - aparentemente um elemento da classe média, encaminhando-se para a esquina, a fim de tomar um bonde para casa, percurso que fazia cinco noites por semana, há muitos anos. O rei acompanhou o homem em iamginação - fantasiou-o chegando a casa, beijando distraidamente a mulher, fazendo sua refeição, indagando se tudo estava bem com as crianças, lendo o jornal, indo para a cama, talvez se entregando ao ato do amor com a mulher, ou talvez não, dormindo, e levantando-se para sair novamente para o trabalho no dia seguinte.

E uma súbita curiosidade assaltou o rei, que por um momento esqueceu o cansaço. "- Quem aconteceria se conservassem uma pessoa numa gaiola, como os animais do zoológico?"

No dia seguinte, o rei chamou um psicólogo, falou-lhe de sua idéia e convidou-o a observar a experiência. Em seguida, mandou trazer uma gaiola do zoológico e o homem de classe média foi nela colocado.
A principio ficou apenas confuso, repetindo para o psicólogo, que o observava do lado de fora: "- Preciso pegar o trem, preciso ir para o trabalho, veja que horas são, chegarei atrasado!" À tarde começou a perceber o que estava acontecendo e protestou, veemente: "- O rei não pode fazer isso comigo! É injusto, é contra a lei!" Falava com voz forte e olhos faiscantes de raiva.
Durante a semana continuou a reclamar com veemência. Quando o rei passava pela gaiola, o que acontecia diariamente, protestava direto ao monarca. Mas este respondia: "- Você está bem alimentado, tem uma boa cama, não precisa trabalhar. Estamos cuidando de você. Por que reclama?" Após alguns dias, as objeções do homem começaram a diminuir e acabaram por cessar totalmente. Ficava quieto na gaiola, recusando-se em geral a falar, mas o psicólogo via que seus olhos brilhavam de ódio.
Após várias semanas, o psicólogo notou que havia uma pausa cada vez mais porlongada depois que o rei lhe lembrava diariamente que estavam cuidando bem dele - durante um segundo o ódio era afastado, para depois voltar - como se o homem perguntasse a si mesmo se seria verdade o que o rei havia dito.
Mais algumas semanas passaram-se e o prisioneiro começou a discutir com o psicólogo se seria útil dar a alguém a lemento e abrigo, a afirmar que o homem tinha que viver seu destino de qulquer maneira e que era sensato aceitá-lo. Assim, quando um grupo de porfessores e alunos veio um dia observá-lo na gaiola, tratou-os cordialmente, explicando que escolhera aquela maneira de viver; que havia grandes vantagens em estar protegido; que eles veriam com certeza o quanto era sensata a sua maneira de agir, etc. Que coisa estranha e patética, pensou o psicólogo. Por que insiste tanto em que aprovem sua maneira de viver?
Nos dia seguintes, quando o rei passava pelo pátio, o homem inclinava-se por detrás das barras da gaiola, agradecendo-lhe o alimento e o abrigo. Mas quando não percebia estra sendo observado pelo psicólogo, sua experssão era inteiramente diversa - impertinente e mal-humorada. Quando lhe entregava o alimento pelas grades, às vezes deixava cair os pratos, ou derramava a água, e depois ficava embaraçado por ter sido desajeitado. Sua conversação passou a ter um único sentido: em vezde compicadas teorias filosóficas sobre as vantagens de ser tratado, limitava-se a freses simples como: "- É o destino", que repetia infinitamente. Ou então murmurava apenas: "- É".
Difícil dizer quando se estabeleceu a última fase, mas o psicólogo percebeu um dia que o rosto do homem não tinha expressão alguma: o serriso deixara de ser subserviente, tornara-se vazio, sem sentido, como a careta de um bebê aflito com gases. O homem comia, trocava algumas frases com o psicólogo, de vez em quando. Tinha o olhar vago e distante e, embora fitasse o psicólogo, parecia não vê-lo de verdade.
Em suas raras conversas deixou de usar a palavra "eu". Aceitara a gaiola. Não sentia ira, zanga, não racionalizava. Estava louco.
Naquela noite, o psicólogo instalou-se em seu gabinete, procurando escrever o relatório final, mas achando dificuldade em encontrar os termos corretos, pois sentia um grande vazio interior. Procurava tranquilizar-se com as palavras: "- Dizem que nada se perde, que a matéria simplesmente se transforma em energia e é assim recuperada". Contudo, não podia afastar a idéia de que algo se perdera, algo fora roubado ao universo naquela experiência. E o que restava era o vazio.
(O homem à procura de sí mesmo. - Rollo May)


domingo, 19 de setembro de 2010

"Nós somos música perante nossa ritmicidade ao caminhar, ao respirar, nas batidas do coração. [...]"
.
(Artigo: O lúdico e o desenvolvimento infantil: um enoque na música e no cuidado da enfermagem. - Ana Paula Xavier Ravelli e Maria da Graça Corso da Motta)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Frase solta de uma aula...

A loucura é o oposto da razão.
E a razão é burra, porque ela insiste nas mesmas respostas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A mente humana me absurda!


"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas,mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"
(Carl Gustav Jung)

Dois dos parabéns que recebi:
"Nossa mano você merece muito um presente, por me aguentar desabafando ;( <3"
"Feliz dia das psicólogas que jogam na cara e obrigada! s2"
Obrigada!!

sábado, 14 de agosto de 2010









"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro."
(Sigmund Freud)

sábado, 10 de julho de 2010

Tudo bem, até pode ser que os dragões sejam moinhos de vento...

Danço nos salões da insanidade.
Contudo, a loucura
é sua ação mais elevada,
sua vaidade.














"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal” (Raul Seixas)


“Creio que quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino” (Marguerite)


“A loucura é vizinha da mais cruel sensatez. Engulo a loucura porque ela me alucina calmamente.” (Clarice Lispector)


“Oh, não se pode evitar”, disse o Gato, “todos são loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca.”“Como sabe que eu sou louca?” indagou Alice.“Você deve ser”, respondeu o Gato, “ou então não teriavindo aqui.”Alice não achou que isso comprovava nada; todavia continuou: “E como você sabe que é louco?” “Para começar”, disse o Gato, “um cachorro não é louco.Concorda?” “Acho que sim”, respondeu Alice.“Bem”, prosseguiu o Gato, “você vê um cão rosnar quandoestá bravo, e abanar o rabo quando está feliz. Agora, eu rosnoquando estou feliz e balanço o rabo quando estou bravo. Logo, sou louco.” (Alice e Cheshire)


“A loucura mora tão perto que sinto o cheiro do seu feijão. bastaria tocar a campainha e ela me deixaria entrar, sentar no seu sofá, dormir na sua cama, ler o seu jornal” (Martha Medeiros)


"Há sempre um pouco de loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura." (Nietzsche)


"Há uma fina linha entre genialidade e loucura. Eu apaguei essa linha." (Oscar Levant)


"Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura." (Aristóteles)


"A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia." (Michel Foucault)


"A única diferença entre a loucura e a saúde mental é que a primeira é muito mais comum." (Millôr Fernandes)


"Quem vive sem loucura não é tão sábio como pensa." (François La Rochefoucauld)


"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." (Nietzsche)


"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos." (Luís Fernando Veríssimo)


"E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e a outra metade... também." (Oswaldo Montenegro)

sábado, 3 de abril de 2010

Loucuras e Maravilhas para Alice

Com bom humor, obra de Lewis Carroll escrita há quase 150 anos aborda violência, insanidade e transtornos psíquicos – e ainda tem gente que pensa que é livro só para crianças.

Não deve ser por acaso que a nova edição do clássico da literatura infantil Alice no país das maravilhas, publicado pela Cosac Naify em duas versões, na semana de seu lançamento estava exposta, em algumas grandes livrarias (pelo menos de São Paulo), na seção de livros adultos. Claro, uma história pode ser lida de muitas formas e, com certeza, olhar de maneira aprofundada para o reino criado pelo inglês Lewis Carroll (1832-1898) oferece inúmeras possibilidades de interpretação e reflexão. Também não é à toa que já há muito tempo filósofos, psicólogos e educadores vêm se dedicando a desvendar aspectos da obra. Ao longo de todo o texto é possível encontrar referências simbólicas que remetem ao universo psíquico.

A história, que começa com uma meninha que cai em um buraco, acena para um ritual, para a entrada em uma outra dimensão. O autor busca referências no mundo dos sonhos para deixar vir à tona a insanidade dos personagens. A todo momento, a protagonista (e também o leitor) se confronta com uma lógica muito particular, como a do inconsciente, na qual a razão é tomada, invadida e superada. Nesse sentido, há um trecho especialmente curioso:

– Mas eu não quero ir para o meio de gente maluca – observou Alice.– Ah, não adianta nada você querer ou não – disse o Gato. – Nós somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca.– E como é que você sabe que eu sou louca?– Bem, deve ser – disse o Gato – ou então você não teria vindo parar aqui.

No mundo povoado por criaturas inusitadas, a gama de esquisitices (e possíveis patologias) é vasta. A Rainha apresenta um quadro de narcisismo exacerbado, ausência de compaixão e de empatia, além de tendência a comportamento violento. A Lebre e o Chapeleiro, por exemplo, parecem viver um uma loucura compartilhada (folie à deux): têm vínculo emocional forte e comungam crenças delirantes, principalmente em relação ao tempo (ambos crêm que são sempre 6 horas). A Duquesa é claramente incapaz de acolher um bebê: sacode o descontroladamente e recomenda que as crianças apanhem por espirrar, pois “obviamente” fazem isso para irritar os adultos. O Coelho Branco tem indícios de euforia e transtorno de ansiedade. O Albatroz sofre de narcolepsia. A centopeia é dependente de alucinógenos.

O título inicial dado à aventura inventada por Charles Lutwidge Dogson (verdadeiro nome do autor) – e oferecida de presente de Natal à pequena Alice (essa sim, uma garotinha de verdade) – era “As aventuras de Alice debaixo da terra”. Ao ser publicado pela primeira vez, em 1865, porém, o texto recebeu o título pelo qual o conhecemos hoje. Dois anos depois, Carroll escreveu Através do espelho e o que Alice encontrou lá, que também faz alusão ao mundo onírico.

A tradução cuidadosa é de Nicolau Sevcenko, professor de história da cultura da Universidade de São Paulo (USP) e de línguas e literaturas românicas da Universidade Harvard. Sua dedicação ao clássico de Carroll fica visível no posfácio “O País das Maravilhas e o Reino das Marmotas”, em que descreve o contexto da rígida cultura vitoriana: “Alice (...) é uma figura rebelde, que enfrenta, cheia de espanto e indignação, as criaturas presunçosas, mal-humoradas e falastronas do Mundo das Maravilhas. (...) Atrás de cada uma delas está um tipo de instituição vitoriana que Lewis Carroll satiriza e Alice desacata”.

Para ilustrar o livro, o artista plástico Luiz Zerbini, atraído pelo universo de baralhos, inspirou-se na paixão de Lewis Carroll pela fotografia para criar pequenas maquetes com as cartas recortadas (em forma de pop up), como se fossem pequenos cenários. O resultado são ilustrações teatrais, das quais saltam os personagens. O livro chega às lojas em dois formatos: em papel couché e cantos arredondados (7 mil exemplares); e em papel gardapat, amarelado e de textura macia, em embalagem que simula caixa de baralho, na versão mais sofisticada, “para colecionadores” (3 mil cópias).

Para enfatizar que as leituras e os aprofundamentos com base na história são possíveis (ou quase inevitáveis), no final da edição há indicações de estudos e ensaios sobre a obra, além de biografias do autor, uma seleta relação de artistas que já se aventuraram pelo país encantado de Carroll, links e uma pequena filmografia. De qualquer forma, seja por interesse profissional, seja por curiosidade ou simples diversão, vale ler (ou reler) o livro. E acompanhar Alice com “olhos de ver maravilhas”.

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Matéria de: Maria Maura Fadel, psicóloga e psicanalista.

Postado por: Amanda Martins Castilho, futura psicóloga e (talvez) psicanalista. Desde os três anos viciada no desenho "Alice no País das Maravilhas", apaixonada pelo gato Cheshire (o do diálogo citado na matéria - que eu já havia postado) e pela Dinah (a gata da Alice no 'mundo real'); atualmente leitora do livro e de estudos sobre o mesmo. E que está contando os dias para a estréia da continuação do filme no Brasil. rs


quinta-feira, 1 de abril de 2010



-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

"Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis, e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente."

Sigmund Freud

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Qual o lugar da loucura?"

A pergunta do título foi feita ontem (quinta-feira) a nós, novatos pelo nosso futuro professor de Psicologia Social. Ele disse que pra quem tem diário seria interessante responder a essa pergunta e depois de um tempo no curso ler o que escreveu, pra ver a opnião que tem agora, escrever essa opnião para depois de um tempo ler e assim sucessivamente. Assim que cheguei em casa, escrevi.

A loucura não tem lugar, nem hora. A loucura não deve ficar presa, amarrada, longe da sociedade, levar choques - isso é impossível!

A loucura está dentro de cada um, de todos e, caso haja alguma exceção, socorro. Esse sim é o louco.

A loucura pode ser vista de várias formas. Por exemplo: provavelmente para aquela pessoa que só quer saber de balada e curtição, uma pessoa preocupada com estudos e que não goste de agitação seja louca e vice-versa.

Creio que a loucura que cada um carrega em sí é a responsável pela essência desse ser.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Memorial

Pelo jeito agora com a faculdade meu blog desanda, fico lá já pensando em como passar as coisas aqui; não para todo mundo ler e saber, mas para mim, pra ter registrado.

Hoje tivemos uma dinâmica com o professor Nivaldo que será professor de sociologia e filosofia, ele já havia se apresentado ontem e achei ela uma figura muito agradável.

Foi entrego uma folha de sulfite para cada um e nela teríamos que colocar nosso memorial escolar, as coisas que nos marcaram de forma positiva ou não, desde o jardim da infância ou desde quando a pessoa lembrasse. Eu, com a minha memória de elefante, comecei escrevendo já do parquinho, onde conheci o Lu e que nossa amizade existe até hoje; passei pelo ensino fundamental, da minha classe unida que mantém contato até hoje (aliás, hoje faz 11 anos que conheço aquela turminha maravilhosa e foi muito bom ter passado todo o final de semana com ela); fui para o ensino médio, as dificuldades de adaptação, da importância da Adriana, não só como professora e até eu ter reencontrado o Ri (que estudou comigo no pré) e nós agora estarmos construindo uma amizade super legal.

Após cada um escrever sua retrospectiva, formamos um círculo e cada um falou um resumo do que escreveu, falou da escolha pela faculdade de psicologia e ouvindo o que cada um disse, até o professor, com o que eu também escrevi pude notar como alguns professores, mesmo que de maneiras negativas, influcienciam em nossa vida, nossas descobertas, escolhas e também como a mudança de uma escola para a outra pode afetar o emocional de alguém; isso desde as pessoas de 17/18 anos que estão lá, até mais experientes como de 39/44.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A primeira vez a gente nunca esquece!

Chegou... o 1º dia da faculdade, não via a hora mais!

Começou com a coordenadora do curso se apresentando, depois ela passou a voz para uma professora, Dra. Ofélia; será impossível esquecer essa mulher. Ela iniciou falando que temos que tomar uma vacina, pois cuidaremos de ratos e mais, que cada um terá o seu e levará para casa, caso o rato morra, perde a nota semestral. Com um sotaque alemão, falando quase gritando, com aquele ar de superioridade, passou todas as regras exigidas na sala dela e foi logo entregando um livro pra cada um falando que queria um relatório impecável para a próxima aula, com olhar analítico de futuros psicólogos e não senso comum. Contou que tem esquizofrenia, foi internada muitas vezes e quando conseguiu controlar sua doença resolveu estudar sobre e foi fazer psicologia.

A coordenadora do curso fazia gestos para a professora se acalmar, falou pra ir com calma pois era só o primeiro dia e ela respondia, ficou feia a coisa uma hora em que ela virou para um aluno repetente e disse "você sabe que eu não te suporto, porque você é repetente, incompetente e demente." aí sim a coordenadora interviu de vez e acabou a "palestra."

Enquanto isso, uma menina já estava quase chorando, outra falando em desistir, outros chamando a professora de louca e outros simplesmente com expressões de pavor.

Então os outros professores começaram a se apresentar, falando apenas o nome, a disciplina e em qual semestre seriam as aulas com eles, aí a "Dra. Macabra" fala "E eu sou Ofélia, aluna do 4º ano" e o "repetente" "E eu o Pedro, professor..." e vimos que não tem rato pra levar pra casa, sotaque alemão, tampouco professora esquisofrênica (tava adorando isso).

Não sei explicar, mas é completamente diferente de escola... e muito bom! Que continue assim.

sábado, 19 de dezembro de 2009


Mas eu não quero me encontrar com gente louca - Observou Alice.
Você não pode evitar isso - Replicou o gato - Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco, você é louca.
Como sabe que sou louca? - Indagou Alice.
Deve ser -Disse o gato - Ou não teria vindo aqui.