domingo, 18 de outubro de 2009


- . diz (04:15):


*Amanda, pelo amor de Deus


*não tenha crise de indentidade uma hora dessas!




Temos coisas boas por vir, mas elas só vem quando abrimos espaço pra elas. Às vezes nesse espaço entra uma coisa ruim, mas nunca tem espaço pra ela ficar.
Eu tenho a minha maneira de viver, errado ou não ... não concordo com padrões de certo e errado.
Mas eu falo de sentimentos...
Vale a mesma coisa. Por mais que a gente vá quebrar a cara no final, nada paga aquele sentimento bom de deitar a noite e dar aquele suspiro leve e gostoso.
É que... ah, eu não sei falar dessas coisas. É que eu não acredito que ... sabe?
Pra ser sincero, eu também não acredito... Mas ah, sei lá. Eu gosto de sonhar. Coisas impossíveis então, nossa... são maravilhosas! Ali, comigo... são coisas insignificantes, mas que me fazem bem.
Eu tenho um mundo imaginário que me faz bem, é que de repente ele mexeu com o real.
Bom, eu não gosto de viver no real, então não vivo. Passo 24h por dia no imaginário. Tô do lado de alguém e ao mesmo tempo, alí, imagino mil coisas... daí sempre tem aquele "se fizesse isso, eu faria aquilo."
Mas e quando a pessoa faz o que você imagina?
Essa é a parte em que isso se torna válido...

Vamos começar colocando um ponto final.
Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem um fim.

Vamos acordar, hoje tem um sol diferente no céu gargalhando no carrossel, gritando "nada é tão triste assim."

Vamos celebrar nossa própria maneira de ser, essa luz que acabou de nascer quando aquela de trás apagou.

E vamos terminar inventando uma nova canção, nem que seja uma outra versão pra tentar entender que acabou.


É tudo novo de novo. Vamos jogar onde já caimos.

Tudo novo de novo.Vamos mergulhar do alto onde subimos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

- Sabe a garota do copo de água?

- Sei.

- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.

- Em alguém do quadro?

- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.

- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.

- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.

- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?
(O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Entre tanto amor


Entretanto a dúvida


A música que casou


Um certo surto que não veio...


quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Procurei

Não pensar

Me tranquei

Sem querer

Num lugar

Que nem sei

Solidão

É distante demais

Uma nova manha

E nem sei

Quando virá

Mas virá

Ja não tem mais jeito

Perdi a razão

Tudo novo

Corpo livre e sem sono

É como o silêncio

Que veio morar

Nesse quarto

Corpo livre e sem sono

Flávio Venturini

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Realidade Irrita

(...) Irrita porque está ali na sua cara e muitas vezes você não quer ver ou vê coisas que não condizem com a sua concepção de realidade. Porque querendo ou não, a realidade é carne crua.
Tem dias que eu visto minha fantasia de otária. Não é nada além de um kit composto de um sorriso de largura 7 cm e um olhar como se alguém tivesse jogado um tubinho de purpurina em você. Aquela coisa meio.. ãmn.. hiperbolicamente brilhante. E quer saber? É uma bosta. Dá vontade de mandar meia dúzia de gente tomar naquele lugar, correr pra casa chorando e se trancar no quarto...

... talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.